Portal do Hálito

Versão 1.0 — 14 de setembro de 2026
Responsável institucional: Grupo Halitus

1. Finalidade

Esta Política estabelece os critérios para ingresso, permanência, apresentação pública, atualização, suspensão e exclusão de profissionais no Indicador de Profissionais Qualificados do Portal do Hálito.

A presença no Indicador não decorre apenas da realização histórica de um curso. Ela representa uma indicação institucional do Grupo Halitus e pressupõe formação atualizada, aplicação clínica compatível com o Protocolo Halitus vigente, compromisso ético e manutenção dos requisitos desta Política.

2. Princípio central

Ter realizado um curso Halitus não é, isoladamente, suficiente para permanecer no Indicador de Profissionais Qualificados.

O Protocolo Halitus evoluiu substancialmente nos últimos anos e hoje envolve uma abordagem muito mais ampla do que a identificação e o controle das causas do mau hálito. A qualificação atual pressupõe capacidade de realizar uma investigação clínica estruturada, diferenciar causas diretas, indiretas, queixas associadas e fatores de manutenção, controlar adequadamente os aspectos biológicos da halitose como a saburra ou biofilme lingual, visível e invisível, alterações salivares, queixa de boca seca, doenças gengivais e formação de cáseos, além de aplicar corretamente as técnicas e os Produtos Halitus, quando indicados.

Também faz parte da abordagem atual avaliar as consequências psicológicas da queixa em ter mau hálito e sintomas típicos de ansiedade social, utilizando instrumentos como o ICH – Inventário das Consequências da Halitose – e o Mini-SPIN – versão breve do Inventário de Fobia Social –, acompanhar a evolução clínica, confirmar de forma objetiva os resultados do tratamento e trabalhar a reconstrução da confiança do paciente. Isso inclui o uso do monitoramento do hálito tratado com um confidente por meio da exposição ao vivo adaptada ao tratamento do hálito e da Ficha de Controle do Hálito, com o objetivo de reduzir a insegurança, recuperar a espontaneidade e permitir que o paciente volte a confiar no próprio hálito.

Por isso, a qualificação no Protocolo Halitus atual não pode ser definida apenas pela realização de um curso no passado. Ela depende da atualização do profissional e da capacidade de integrar diagnóstico, controle biológico, manejo das consequências psicológicas, acompanhamento, confirmação dos resultados e reconstrução da confiança e da autonomia do paciente dentro de uma mesma linha de tratamento.

3. Significado da indicação

A indicação informa que, na data de sua validação, o profissional atende aos critérios institucionais vigentes. Não constitui garantia de resultado clínico, promessa de cura, certificação de toda a atividade profissional, vínculo empregatício, franquia, sociedade, exclusividade territorial ou garantia de encaminhamento de pacientes.

A indicação não substitui habilitações, inscrições, competências e responsabilidades exigidas pelo conselho profissional e pela legislação aplicável.

4. Formação de referência

A Formação Avançada no Protocolo Halitus será a formação de referência para definir, no novo modelo, o profissional qualificado no Protocolo Halitus e elegível ao Indicador, desde que os demais requisitos desta Política sejam cumpridos.

A conclusão da formação não elimina a necessidade de aplicação clínica adequada, atualização, conformidade ética e atendimento aos critérios de permanência.

5. Transição dos profissionais com Selo Gold atual

Profissionais que possuam o Selo Gold atual em razão da conclusão do Curso de Halitose Halitus Online 1.0 ou do Curso de Halitose Halitus presencial poderão permanecer no período de transição até 31 de agosto de 2027, desde que atendam aos demais requisitos aplicáveis desta Política.

PRAZO FINAL DE TRANSIÇÃO: 31 DE AGOSTO DE 2027.

Para permanecer no Indicador após essa data, deverão ter concluído a Formação Avançada no Protocolo Halitus e atender aos critérios clínicos, éticos, cadastrais e institucionais vigentes.

A transição reconhece a formação histórica sem equiparar automaticamente formações anteriores às competências do Protocolo Halitus atual. Ela não impede suspensão ou exclusão antes do prazo em caso de descumprimento relevante.

6. Requisitos gerais

Para participar e permanecer no Indicador, o profissional deverá:

  • possuir formação e habilitação legal compatíveis com os atos clínicos que realiza;
  • estar regularmente inscrito no respectivo conselho profissional;
  • cumprir a formação Halitus exigida para sua categoria de participação;
  • manter dados profissionais e cadastrais atualizados;
  • aceitar esta Política e suas atualizações;
  • atuar dentro dos limites éticos e legais de sua profissão;
  • aplicar os princípios essenciais do Protocolo Halitus vigente quando atender pacientes nessa área;
  • participar dos processos de atualização ou revalidação definidos pelo Grupo Halitus.

7. Competências clínicas mínimas

O profissional indicado deve estar apto, dentro de seu escopo profissional, a integrar à sua prática, quando pertinentes:

  • anamnese estruturada e investigação de causas diretas, indiretas, queixas associadas e fatores de manutenção;
  • avaliação clínica e métodos diagnósticos pertinentes, por exemplo, a Técnica Diagnóstica Halitus da Origem da Halitose, por meio da comparação dos resultados do teste organoléptico bucal e nasal;
  • diferenciação entre odor alterado, gosto, sensação interna, percepção retronasal e insegurança;
  • avaliação e controle de saburra e biofilme lingual, inclusive biofilme lingual invisível;
  • orientação e aplicação correta da Técnica DC de Limpeza da Língua;
  • avaliação de saliva, boca seca e hipossalivação e uso dos recursos e produtos pertinentes;
  • avaliação e controle dos fatores relacionados à formação de cáseos amigdalianos;
  • avaliação e tratamento periodontal dentro dos limites de sua habilitação profissional, com encaminhamento quando necessário;
  • avaliação das consequências psicológicas e dos sintomas típicos de ansiedade social, por meio do uso do ICH e Mini-SPIN;
  • educação estruturada dos pacientes, acompanhamento, monitoramento e reavaliação;
  • uso do confidente, da exposição ao vivo e da Ficha de Controle do Hálito para monitoramento e confirmação objetiva de que o mau hálito está controlado;
  • reconstrução da confiança e autonomia do paciente;
  • encaminhamento interdisciplinar quando necessário.

8. Produtos e Técnicas do Protocolo Halitus

Os Produtos Halitus integram o Protocolo Halitus como ferramentas clínicas, e não como soluções isoladas. O profissional indicado deve conhecer sua função, saber orientar seu uso correto e utilizá-los quando houver indicação, respeitando a necessidade individual e o princípio de usar o mínimo necessário para o melhor resultado possível.

Não é compatível com a indicação institucional ignorar sistematicamente técnicas, instrumentos ou Produtos Halitus essenciais ao manejo de condições para as quais estejam indicados, substituindo-os por condutas que impeçam a aplicação adequada do Protocolo.

Isso é especialmente relevante no controle de saburra e biofilme lingual, boca amarga, boca seca, alterações salivares e formação de cáseos. A persistência desses fatores pode comprometer tanto o controle biológico da halitose, queixa de boca amarga e formação de cáseos amigdalianos quanto o tratamento da segurança do paciente em relação ao próprio hálito.

O uso de Produtos Halitus não deve ser imposto sem indicação clínica nem apresentado como substituto de diagnóstico, técnica correta, acompanhamento clínico com reavaliação dos resultados ou educação do paciente.

9. Consequências psicológicas e reconstrução da confiança do paciente

Em pacientes que apresentam consequências psicológicas relacionadas à queixa em ter mau hálito, a abordagem deve incluir a avaliação dos pensamentos, sentimentos e comportamentos associados a essa preocupação e de como eles repercutem na qualidade de vida e nas relações sociais, profissionais e afetivas do paciente. Isso é feito por meio do Inventário das Consequências da Halitose (ICH) e o Mini-SPIN, além da anamnese e entrevista clínica e demais ferramentas pertinentes.

O profissional deve saber utilizar recursos como a confirmação objetiva dos resultados do tratamento e de que o mau hálito está controlado, o monitoramento estruturado com um confidente por meio da exposição gradual ou ao vivo e a Ficha de Controle do Hálito. Esses recursos devem ser integrados às estratégias de reconstrução da confiança, com o objetivo de reduzir a insegurança, recuperar a espontaneidade e ampliar a autonomia do paciente, sempre dentro dos limites de atuação profissional e com encaminhamento para profissionais na área de saúde mental, quando necessário.

10. Compromissos éticos e de comunicação

O profissional participante compromete-se a:

  • não prometer cura, resultado garantido ou eliminação definitiva do problema;
  • não criar expectativas incompatíveis com a variabilidade individual e os limites do tratamento;
  • não usar medo, vergonha, constrangimento ou exposição do paciente como estratégia de convencimento;
  • preservar sigilo, privacidade, dignidade e autonomia do paciente;
  • informar com clareza limites, alternativas, necessidade de acompanhamento e encaminhamentos;
  • não realizar atos fora do escopo legal de sua profissão;
  • não apresentar a indicação pelo Portal como garantia de resultado ou superioridade absoluta;
  • não atribuir à Halitus responsabilidade por condutas clínicas individuais;
  • respeitar normas do respectivo conselho profissional e legislação aplicável.

11. Nome Halitus, selos e qualificações

A participação no Indicador não autoriza a criação de títulos, denominações, certificações ou vínculos não expressamente reconhecidos pelo Grupo Halitus.

Expressões como “especialista Halitus”, “credenciado Halitus”, “clínica credenciada Halitus”, “representante Halitus” ou equivalentes somente poderão ser utilizadas se houver autorização institucional específica e nomenclatura oficial vigente.

Selos, marcas, logotipos, materiais didáticos, técnicas e demais ativos intelectuais do Grupo Halitus devem ser utilizados apenas nos limites expressamente autorizados.

12. Cadastro público e responsabilidade pelos dados

O Grupo Halitus definirá os campos exibidos no Portal. O profissional é responsável pela veracidade e atualização dos dados fornecidos e deverá comunicar alterações relevantes.

13. Permanência, atualização e revalidação

A indicação não é vitalícia. A permanência depende da manutenção dos requisitos desta Política. O Grupo Halitus poderá estabelecer atualização periódica, declaração de conformidade, treinamento complementar, revalidação ou outras evidências compatíveis com a evolução do Protocolo.

14. Verificação de conformidade

Para manter a indicação no Portal, o profissional poderá ser convidado a confirmar sua formação, atualizar seus dados profissionais e demonstrar que continua aplicando os critérios atuais do Protocolo Halitus. Também poderá ser solicitado que participe de atividades de atualização ou revalidação. Um certificado antigo, por si só, não garante a permanência no Indicador.

15. Suspensão e exclusão

A indicação poderá ser suspensa ou encerrada, entre outras hipóteses, por:

  • perda ou irregularidade da habilitação profissional necessária;
  • descumprimento relevante desta Política;
  • não conclusão da formação exigida dentro do prazo de transição;
  • não realização de atualização ou revalidação obrigatória;
  • uso indevido da marca, selo, nome ou propriedade intelectual Halitus;
  • promessa pública de cura ou resultado garantido associada à indicação Halitus;
  • informações falsas ou desatualizadas de forma relevante no cadastro;
  • conduta ética ou clínica incompatível com os requisitos institucionais, após avaliação adequada;
  • recusa em corrigir desconformidade relevante identificada pelo Grupo Halitus.

Sempre que a natureza da situação permitir, o profissional poderá apresentar esclarecimentos ou regularizar a desconformidade. Situações graves poderão justificar suspensão preventiva.

16. Reclamações e responsabilidade profissional

O Portal poderá disponibilizar um canal para comunicar dados incorretos, uso indevido da marca Halitus ou situações relacionadas ao cumprimento desta Política. Toda manifestação será analisada com cuidado e não será considerada, por si só, como prova de irregularidade.

Cada profissional é responsável pela própria atuação clínica e pelo cumprimento das obrigações relacionadas ao atendimento de seus pacientes, incluindo diagnóstico, tratamento, orientações, prontuários, consentimentos, sigilo e proteção de dados.

17. Ausência de promessa de pacientes

A participação no Indicador não garante pacientes, contatos, consultas, faturamento, posição fixa nos resultados, exclusividade territorial ou permanência indefinida.

18. Governança

Esta Política poderá ser atualizada pelo Grupo Halitus para acompanhar mudanças no Protocolo Halitus, nas formações, nos selos, nas normas profissionais e no próprio Portal. Quando uma atualização exigir adaptação dos profissionais já indicados, ela deverá ser comunicada com clareza e acompanhada de um prazo razoável para adequação. Esse prazo poderá ser reduzido apenas em situações que exijam proteção imediata dos pacientes, da marca Halitus ou da integridade institucional.

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